Tratado de Ateologia

Michel Onfray

2007

Martins Fontes

Mônica Stahel

Livros

O Garoto Que Queria Ser Deus
O Brasil e os Brasileiros
O Pastor Rebelde
Memória de Uma Agenda
As Raízes de Deus
Dom Juan Por Acaso

Informações do livro

Comentário (de orelha)

“Os três monoteísmos, animados por uma mesma pulsão de morte genealógica, partilham uma série de desprezos idênticos: ódio à razão e à inteligência, ódio à liberdade; ódio a todos os livros em nome de um único; ódio à vida; ódio à sexualidade, às mulheres e ao prazer;  ódio ao feminino;  ódio ao corpo, aos desejos, às pulsões. Em vez e no lugar de tudo isso, judaísmo, cristianismo e islã defendem: a fé e a crença, a obediência e a submissão, o gosto pela morte e a paixão pelo além, o anjo assexuado e a castidade, a virgindade e a fidelidade monogâmica, a esposa e a mãe, a alma e o  espírito. Equivale a dizer a vida crucificada e o nada celebrado ...”. Michel Onfray

Introdução

Os aproveitadores emboscados.
“O crente, ainda passa; [mas] aquele que se pretende seu pastor, aí é demais! Enquanto a religião se mantém como assunto entre o indivíduo e si mesmo, trata-se afinal apenas de neuroses, psicoses e outros assuntos privados”. Mas “há um mundo no qual se ativam, emboscados, os aproveitadores dessa miséria espiritual e mental”.
“O império patológico da pulsão de morte não se cura com uma difusão caótica e mágica, mas com um trabalho filosófico consigo mesmo”. (p.XXI)

A Odisséia dos Espíritos Fortes

Deus ainda respira.
“Uma ficção não morre, uma ilusão não expira ..., não se refuta um conto infantil”. “Ora, Deus pertence ao bestiário mitológico, como milhares de outras criaturas”.(p.4) “Enquanto os homens tiverem que morrer, uma parte deles não poderá suportar essa idéia e inventará subterfúgios”. Mas “Deus mata tudo o que lhe resiste. Em primeiro lugar a Razão, a Inteligência, o Espírito Crítico. O resto segue-se por reação em cadeia...”. (p.5)

Ateísmo e Saída do Niilismo

A invenção do ateísmo.
Os primeiros questionadores: Cristóvão Ferreira, antigo jesuíta, autor de A Fraude Revelada (1636), onde ele afirma: “Deus não criou o mundo; aliás o mundo não foi criado; a alma é mortal; não existe nem inferno, nem paraíso, nem predestinação; ... o cristianismo é uma invenção; o decálogo [os Dez Mandamentos], tolice impraticável; o papa, personagem imoral e perigoso; o pagamento de missas, as indulgências, a excomunhão, as proibições alimentares, a virgindade de Maria, os reis magos, tudo lorotas; a ressurreição, conto despropositado, risível, escandaloso, uma enganação; os sacramentos, a confissão, bobagens; ... o juízo final, um delírio ...  A religião? Invenção dos homens para garantir o poder sobre seus semelhantes”. (p.18)
Jean Meslier (1664-1729) autor de Testamento, onde critica “a Igreja, a Religião, Jesus, Deus, mas também a aristocracia, a Monarquia, o Ancien Regime, denuncia com violência inominável a injustiça social, o pensamento idealista, a moral cristã ...”. Seus textos: Memória dos pensamentos e sentimentos e Demonstrações claras e evidentes da Vanidade e da Falsidade de todas as Divindades e de todas as Religiões do Mundo. (p.19)
Holbach, o desmistificador, autor de O Contágio Sagrado (1768) (p.21)
Ludwig Feuerbach, o desconstrutor, autor de A Essência do Cristianismo (1841). “A teologia, afirma Feuerbach, é uma “patologia psíquica”.”. Pergunta ele: “O que é esse Deus em que a maioria crê? uma ficção, uma criação dos homens, uma fabricação que obedece a leis particulares, ... os homens criam Deus à imagem deles invertida. ... inventam uma potência dotada exatamente das qualidades opostas: ... Eu sou mortal, Deus é imortal; sou finito? Deus é infinito; eu sou limitado? Deus é ilimitado; não sei tudo? Deus é onisciente; não posso tudo? Deus é onipotente; não sou dotado do talento da ubiqüidade? Deus é onipresente; sou criado? Deus é incriado; sou fraco? Deus encarna a Onipotência; estou na terra? Deus está no céu; sou imperfeito? Deus é perfeito; não sou nada? Deus é tudo, etc”.
“A religião torna-se portanto a prática da alienação por excelência: supõe a separação do homem de si e a criação de um mundo imaginário”. (p.21)
Friedrich W. Nietzsche (1844-1900), autor de volumosa obra, “abre uma brecha no edifício judaico-cristão”. (p.23) Ele propõe “Uma outra moral, uma nova ética, valores inéditos”. (p.24)

(215 páginas; R$.......?)
        

Livros

Carta a Uma Nação Cristã
Deus Não É GRANDE
Tratado de Ateologia
Deus, um Delírio
Por Que Não Sou Cristão
Aprender a Viver
O Espírito do Ateísmo
Por Que as Pessoas Acreditam em Coisas Estranhas
O Príncipe
Assim Falou Zaratustra (Also Sprach Zaratustra)